Após título da Taça Guanabara, cria de Xerém reafirma laços com o Tricolor e esfria rumores sobre transferência para a Europa.
O Fluminense consolidou, no último domingo (8), mais uma conquista para sua galeria ao levantar a Taça Guanabara após vencer o Maricá por 1 a 0 no Maracanã. Entretanto, para além do troféu, o assunto que dominou os bastidores foi o futuro de uma das peças fundamentais do esquema tático tricolor: o volante Martinelli. Alvo constante de sondagens do futebol europeu, o meio-campista quebrou o silêncio e entregou uma declaração que renova as esperanças da torcida nas laranjeiras.
A Declaração: "Renovaria até 2050"
Cria das categorias de base de Xerém, Martinelli personifica o espírito do "Moleque de Xerém". Em entrevista após o título, o jogador não escondeu a gratidão pelo clube que o projetou para o futebol mundial. Em um mercado cada vez mais imediatista, o volante foi na contramão da pressa por uma carreira no exterior.
"Sou muito feliz aqui. Se eu pudesse, renovava até 2050. É natural surgirem propostas lá de fora, mas deixo isso com meus empresários e com a diretoria. O que for bom para o clube e para mim, acontecerá, mas não tenho pressa", afirmou o camisa 8, destacando que seu desejo imediato é seguir conquistando títulos diante de um Maracanã lotado.
Assédio Europeu e a Blindagem da Diretoria
Não é de hoje que o desempenho de Martinelli desperta o interesse internacional. Recentemente, clubes como West Ham (Inglaterra), Beşiktaş (Turquia) e Olympiakos (Grécia) buscaram informações sobre o atleta. Além disso, sondagens do bilionário futebol árabe rondaram o staff do jogador, mas sem propostas oficiais que seduzissem o Tricolor.
Internamente, a gestão do Fluminense é pragmática: Martinelli é considerado inegociável para o planejamento esportivo de 2026. A diretoria só aceita abrir conversas caso os valores atinjam a casa dos 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 125 milhões). Qualquer cifra inferior é vista como insuficiente para repor a perda técnica e simbólica de um titular absoluto.
Análise Editorial: O Valor de um Ídolo de Xerém
Martinelli já ultrapassou a barreira de apenas "promessa". Com participações decisivas nas conquistas da Libertadores e da Recopa Sul-Americana, ele se consolidou como uma referência técnica no meio-campo. Sua capacidade de transição, aliada à leitura de jogo, faz dele o equilíbrio necessário para o time.
Ao optar pela cautela em relação ao futuro, o jogador fortalece o projeto do Fluminense, que visa manter uma base competitiva para buscar o topo do futebol sul-americano novamente. Para o clube, manter Martinelli não é apenas uma decisão financeira, mas uma mensagem ao mercado de que o Fluminense não é mais um "clube vendedor" desesperado, mas um protagonista que valoriza seu patrimônio humano.

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